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7 outubro, 2026

Saiba como proteger a sua marca contra ataques de phishing

O phishing ameaça a reputação da sua marca.

7 outubro, 2026

Saiba como proteger a sua marca contra ataques de phishing

Quando se fala de phishing, a maioria das pessoas pensa de imediato na vítima: o cliente que recebeu um e-mail falso e viu a sua conta bancária comprometida. Mas há uma segunda vítima, muitas vezes esquecida, que sofre um dano igualmente grave e duradouro: a própria empresa cujo nome, logótipo e reputação foram usados sem autorização para enganar terceiros. 

Quando um domínio fraudulento imita o site de uma marca de confiança, quem paga a fatura não é só quem caiu na burla - é também a empresa que vê o seu nome associado a uma fraude que nunca cometeu.

Este artigo é um guia de proteção de marca. Não para alarmar, mas para mostrar que existe uma forma tranquila e eficaz de lidar com esta ameaça: antecipá-la.

 

O que é o phishing e porque ameaça mais do que os utilizadores individuais

O phishing consiste na criação de comunicações ou páginas falsas - normalmente e-mails, SMS ou sites - que imitam uma entidade legítima para obter dados sensíveis, como credenciais de acesso ou dados de cartões de pagamento. É uma das técnicas de fraude digital mais antigas e, ainda assim, continua a ser o vetor de intrusão mais comum na Europa: segundo o ENISA Threat Landscape 2025, da Agência da União Europeia para a Cibersegurança, o phishing esteve na origem de cerca de 60% dos incidentes analisados entre julho de 2024 e junho de 2025.

O que muitas organizações demoram a perceber é que não precisam de ser tecnicamente atacadas para sofrer as consequências de uma campanha de phishing. Basta que um criminoso registe um domínio parecido com o seu, copie o design do seu site e comece a recolher dados em nome da sua marca. A empresa nem sabe que está a acontecer até os clientes começarem a reclamar de burlas que nunca autorizou.

É por isso que o phishing deixou de ser apenas um problema de segurança informática interna. Tornou-se um problema de reputação, de confiança e, em última análise, de negócio.

 

O verdadeiro custo do phishing para a reputação das empresas

Uma marca constrói-se ao longo de anos: qualidade de serviço, cumprimento de promessas, confiança dos clientes. Um único site fraudulento com o logótipo da empresa pode colocar em causa parte desse capital em poucos dias, sobretudo quando as vítimas - sejam clientes, parceiros ou colaboradores - associam o sucedido à falta de cuidado da própria organização, e não ao criminoso que a imitou.

Os efeitos práticos são conhecidos: quebra de confiança dos clientes, aumento de pedidos de suporte e reclamações, custos legais e operacionais para conter o dano, e, em casos mais graves, perda de negócio junto de parceiros institucionais que exigem elevados padrões de segurança. Em setores como a banca, os seguros ou a saúde, onde a confiança é o próprio produto, o impacto pode ser ainda mais direto.

O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) tem vindo a reforçar, ano após ano, os alertas sobre o crescimento de campanhas de phishing e smishing dirigidas a empresas e cidadãos portugueses. Este não é um risco distante ou hipotético, é uma realidade operacional que qualquer organização com presença digital deve gerir, da mesma forma que gere outros riscos do negócio: com preparação, não com pânico.

Essa industrialização da fraude é também uma tendência documentada pelo mesmo relatório da ENISA: plataformas de "Phishing-as-a-Service" permitem hoje clonar em poucos minutos o site e as comunicações de qualquer marca, sem exigir conhecimentos técnicos avançados por parte de quem ataca. Isto significa que nenhuma empresa está protegida apenas por ser pequena ou pouco visível - a facilidade de imitar uma marca tornou-se, ela própria, um fator de risco adicional.

 

Da vigilância à resposta: como proteger a marca sem alarmismo

A boa notícia é que proteger uma marca contra phishing não exige que o empresário se torne um especialista em cibersegurança, nem que viva em alerta permanente. Exige, isso sim, um parceiro que faça essa vigilância por si, de forma contínua e discreta, e que atue antes de o dano se tornar visível.

É essa a diferença entre uma abordagem reativa - descobrir o problema quando já há vítimas e queixas - e uma abordagem proativa, em que domínios suspeitos e sites clonados são identificados e neutralizados antes de causarem impacto real. A proteção de marca eficaz não se mede pela quantidade de alarmes que dispara, mas pela quantidade de crises que evita silenciosamente nos bastidores.


SIBS CyberWatch: o vigia proativo que protege a sua marca

É neste ponto que entra o SIBS CyberWatch, a unidade de cibersegurança do Grupo SIBS, que integra a experiência da Multicert em proteção de identidade e confiança digital. O SIBS CyberWatch funciona como um vigia permanente da reputação online da sua empresa: monitoriza a internet - incluindo redes sociais, motores de pesquisa e até zonas menos visíveis da rede - à procura de domínios abusivos, páginas clonadas e menções indevidas à sua marca.

Quando deteta uma ameaça, o serviço de Cyber Threat Intelligence do SIBS CyberWatch não se limita a alertar: atua, através de processos de site takedown, para remover sites fraudulentos e conteúdos maliciosos que utilizam o nome da empresa. Num caso divulgado publicamente por Fausto Curado, Head of SIBS CyberWatch, à  Executive Digest, esta abordagem permitiu a um cliente reduzir a fraude associada à sua marca em 85%, com mais de 5.000 remoções de campanhas de phishing, perfis falsos e sites fraudulentos. É um exemplo do que uma monitorização contínua e especializada pode alcançar - os resultados variam, naturalmente, consoante a exposição digital de cada organização.

Este é, no fundo, o princípio subjacente ao trabalho do SIBS CyberWatch: acompanhar a segurança de forma contínua para que o empresário possa manter o foco no seu negócio, sabendo que a monitorização da sua marca está a ser feita de forma sistemática, e não apenas quando surge um alerta pontual.

 

Boas práticas para reduzir a exposição ao phishing

Ainda que a monitorização especializada seja o pilar mais eficaz, há hábitos simples que qualquer empresa pode adotar para complementar essa proteção contra phishing.

  • Registar variações do próprio domínio (erros ortográficos comuns, extensões diferentes) reduz o espaço disponível para imitações. 
  • Reforçar a autenticação dos sistemas e comunicações oficiais - por exemplo, através de certificados digitais e soluções de autenticação segura - ajuda os clientes a confirmar que estão, de facto, a interagir com a entidade certa. 
  • Manter os colaboradores informados sobre os sinais de alerta de e-mails e sites fraudulentos, sem criar um clima de suspeita permanente, também contribui para reduzir o risco de um incidente interno servir de porta de entrada.
  • Ter um canal de resposta rápida - interno ou através de um parceiro especializado - para agir assim que uma tentativa de phishing é identificada faz toda a diferença entre um incidente contido em horas e uma crise que se arrasta durante semanas. 
  • Documentos de referência como a Caixa de Ciberferramentas do CNCS são um bom ponto de partida para estruturar sessões internas de sensibilização, sem necessidade de grandes investimentos iniciais.


Paz de espírito para focar no que realmente importa: o negócio

No fundo, proteger a marca contra phishing não precisa de ocupar o topo das preocupações diárias de quem gere um negócio. É esse o valor prático de ter esta monitorização entregue a uma equipa especializada: liberta tempo e atenção de gestão para aquilo que constitui o cerne do negócio, com a segurança da identidade digital a decorrer nos bastidores.

Para conhecer em detalhe os serviços de Cibersegurança da Multicert, incluindo a monitorização de marca e a deteção de domínios abusivos, consulte a página dedicada ou os contactos institucionais disponíveis.

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