A Multicert integra a equipa de trabalho que associa 40 entidades, entre os quais a Google, a Apple e o equivalente à direcção-geral de viação dos Estados Unidos, para definir as normas da futura carta de condução eletrónica, a qual poderá ser o primeiro documento de identificação global, reconhecido mundialmente. 

Segundo Jorge Alcobia, director-geral da Multicert, a emissão das cartas de condução eletrónicas está progamada para o início do ano 2019, em alguns países, e prevê-se que a Multicert fique responsável por assegurar e garantir que os requisitos de segurança sejam cumpridos. Será um negócio que poderá trazer grande visibilidade internacional.

"Já temos o que é necessário, já estamos preparados. A empresa está munida de tecnologia de base que permite suportar este tipo de documentos”, adianta ainda, Jorge Alcobia.


Menos tempo e custos 

Para além da reconhecimento internacional, Jorge Alcobia destaca que a futura carta de condução eletrónica terá como grandes vantagens ser mais difícil de falsificar, ao mesmo tempo que vai permitir reduzir o tempo e os custos com os processos de emissão e de expedição de cartas. Os custo serão reduzidos em cerca de 90% face ao actual documento físico. 

Emissão da carta física e eletrónica

A carta de condução eletrónica conduzirá ao desaparecimento do documento físico? Numa fase inicial serão emitidas tanto a carta física como a eletrónica, porém no futuro, admite-se que a física venha a desaparecer.

Actos automáticos 

Vários actos poderão passar a ser automáticos com este documento, como por exemplo a actualização da carta com a habilitação para conduzir outro tipo de veículos ou se um condutor ficar sem carta, não precisando de a entregar às autoridades.