A 10ª Edição da conferência internacional realizou-se em Lisboa na prestigiada Fundação Champalimaud, nos dias 27 e 28 de Setembro de 2018, e contou com a participação de mais de 300 convidados, das mais diversas aréas de negócio, entre os quais oradores e  especialistas, em representação tanto da Indústria como de Entidades Governamentais de mais de 20 países.

Uma conferência organizada pela Multicert que teve como foco, abordar o impacto que a identidade digital tem nos dias de hoje e no futuro das empresas e dos cidadãos em geral. Impacto esse que a identificação digital terá na simplificação de processos, na mobilidade das pessoas e na inovação ao nível dos serviços e da transformação digital segura dos negócios e Instituições. Efetivamente a aposta em ferramentas tecnológicas e inovadoras, permite que se criem condições para a consolidação das "smart cities", traduzindo-se em ganhos significativos em termos de "mobility", simplicidade, segurança e ainda na redução de custos, tanto no sector público como no empresarial.

No fundo o reconhecimento e autenticação da identidade, através de mecanismos de biometria, garantem a unicidade das pessoas e consequentemente a confiança nas relações negociais. É um tema sensível, que se extende a todas as áreas de negócio. Cada vez mais temos verificado um forte investimento das organizações não só na adesão às novas tecnologias, mas principalmente em ferramentas de trabalho seguras. Este será o futuro! Perante um mercado altamente competitivo, já não se pode considerar um factor de diferenciação, mas sim um requisito indispensável.

No final do evento, o CEO da Multicert prestou declarações ao Jornal ECO, fazendo um balanço “muito positivo” desta edição, sobretudo em termos do conteúdo das apresentações e pela maior proximidade das empresas portuguesas com os assuntos relacionados com a cibersegurançaDurante anos, a Multicert correu atrás de clientes para tentar explicar a importância da cibersegurança no negócio e nas operações. Porém, nos últimos seis meses, o jogo “virou” e começámos a ser chamados pelas empresas, que começam a estar verdadeiramente preocupadas com este assunto.

Jorge Alcobia aponta ainda para as evoluções tecnológicas que vão facilitar vários processos, como a melhoria da experiência do utilizador com o desenvolvimento de sistemas mais intuitivos, ou mesmo a autenticação biométrica com recurso à impressão digital ou ao reconhecimento da íris.

A conferência serviu de palco a empresas como o Novo Banco que defendeu a aplicação do digital nos balcões físicos, ou os CTT que garantiram que o negócio do correio ainda faz sentido, mesmo numa era de digitalização. Foi também nesta conferência que se soube que o município de Cascais vai testar brevemente um sistema de autenticação biométrica.